• Revista Continente #283  Capa Fykyá

Revista Continente #283 Capa Fykyá

Em estoque

R$ 30,00

Pontos necessários: 1
+

Sinopse

Há exatos 20 anos, a Organização das Nações Unidas divulgou o Estudo aprofundado sobre todas as formas de violência contra a mulher. Também faz duas décadas, o Brasil aprovou a Lei Maria da Penha. Lê-se no documento da ONU:

"A violência contra a mulher não está limitada a uma cultura, uma região ou um país determinados, ou a determinados grupos de mulheres dentro de uma sociedade. No entanto, as diferentes manifestações da dita violência e a experiência pessoal das mulheres que a sofrem estão moldadas por numerosos fatores, entre eles, a condição econômica, a raça, a origem étnica, a classe, a idade, a orientação sexual, a fragilidade física, a nacionalidade, a religião e a cultura. A fim de prevenir a violência contra a mulher, é preciso descobrir e atacar as causas profundas, assim como os efeitos dos entrecruzamentos entre a subordinação das mulheres e outras formas de subordinação social, cultural, econômica e política”.

Como esse estudo global, muitíssimos outros existem, gerais ou específicos, que se somam a uma montanha de leis, normas, códigos, regras etc. Sem que a situação da violência contra a mulher tenha mudado muito, ao longo destes anos. Não será por acaso que o país líder nesses aparatos legais – o Brasil – também conste nas primeiras posições no ranking mundial do feminicídio. Entre outras coisas porque tem-se na teoria e na prática brasileira que “há leis que pegam e outras que não pegam”. 

Esse é um dos tantos cinismos do país “cordial” admitido e repetido até pelos seus governantes.  Pegar e apanhar são dois verbos cuja ambiguidade foi aumentada pela metáfora. Ambos podem significar bater em alguém. Mas há diversas outras expressões para a violência e algumas são usadas em canções populares. Poucos parecem incomodar-se com a violência explícita ou proposta nelas. São tantos os exemplos, que dariam para um livro inteiro.

Nos 20 anos da Lei Maria da Penha, e no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a revista Continente destaca Priscila Senna. Nas músicas que canta tem sido o oposto do exemplo citado. 

A antropologia vem mostrando que a agressividade não é algo universal. Por mais que se admita uma raiz evolutiva nisso, a cultura é que a modela. A violência tem níveis, gêneros e graus, e está influenciada por fatores históricos, políticos, sociais e econômicos.

Portanto, ao lado das várias manifestações legais e retóricas, é preciso combinar ação e educação. Para mudar os números, e, principalmente, a realidade, urge ir além das palavras.

Mario Helio | Editor

Características

  • Edição: Março/ Abril/ Maio 2026
  • ISBN:

Mario Helio | Editor

Autor
Autor Revista Continente
Características
Edição Março/ Abril/ Maio 2026
-->