• Revista Pernambuco #26

Revista Pernambuco #26

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Sinopse

O MUNDO AMAZÔNICO ALÉM DO APENAS GEOGRÁFICO

Em 1977, Milton Hatoum escreveu o texto de uma exposição de fotografias, que aconteceu na Escola de Artes Visuais (Parque Lage) e USP. Chamava-se Amazônia, do começo até seu final. Dos fotógrafos Isabel Gouvêa, João Luiz Musa e Sônia da Silva Lorenz.

No ano seguinte, esse recorte amplia-se num livro: Amazonas. Referia-se, na ocasião, que as imagens eram "contos fotográficos". A prosa travestida de poesia, e vice-versa, também era parte dessa narração. Nela, os amazonenses mostravam-se, antes de tudo, fortes – para usar-se a antiga expressão de Euclides da Cunha sobre os sertanejos.

Sertanejos e amazonenses como faces da mesma imensa moeda da epopeia do desbravamento do Brasil e o seu autodescobrimento. Com sua própria “selva selvaggia e aspra e forte”, e que, muitas vezes, pode ser mais infernal do que a de Dante Alighieri (1265-1321).

Referia-se, então, Hatoum ao que "não é rio ou selva/ e que já pode ser tudo/ Maranhão, degelo, Ucrânia”. Notável antecipação dos grandes temas de hoje.

Pouco mais de meio século depois, já reconhecido como um dos grandes escritores brasileiros, Hatoum volta ao Rio, e ingressa na Academia Brasileira de Letras. Este é o tema da reportagem principal nesta edição. Ele vem revelando, de modo muito coerente, um dos aspectos mais belos do Brasil: sua diversidade.

Por exemplo: o convívio do nativo com o seu meio natural e com os humanos que vêm de fora. Foi a conjugação do verbo migrar que fez com que Hatoum florescesse na Amazônia, e não no Líbano, e a artista Mari Ines Piekas viesse ao mundo no Paraná, e não na Polônia. Ela é outro destaque desta Pernambuco, na série que se inicia sobre desenhistas e ilustradores.

Há décadas, uma expressão era corrente nos meios do Sul: “São os do Norte que vêm”, referindo-se a duas regiões brasileiras tão ricas quanto (ainda) marginalizadas. Em um mundo mais diverso e complexo, não são apenas os de um Norte que vêm, agora, são os dos nortes, que podem ir e vir de toda parte, e dar nortes a um mundo que precisa deles cada vez mais.

Características

  • Edição: Fevereiro/2026
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Etiquetas: Revista Pernambuco, Pernambuco, #26, fevereiro, 2026, Milton Hatoum, Amazônia, cultura brasileira, diversidade, amazonenses, literatura brasileira, Academia Brasileira de Letras, fotografia, migrantes, pluralidade cultural